Glossário

Glossário Investimentos – VISÃO PREV

Uma ação representa a menor fração do capital social de uma empresa. Quem adquire estas frações (ou ações) é chamado de acionista. Todo acionista tem direito a receber parte do lucro da empresa, por meio de dividendos e juros sobre capital próprio, proporcionalmente à quantidade de ações que possui. As ações podem ser ordinárias (ON) ou preferenciais (PN). As ações ordinárias dão direito de voto aos acionistas. Já as ações preferenciais pagam dividendos um pouco maior do que as ordinárias e também dão preferência aos seus detentores no momento do pagamento.

Alocação dos investimentos ou alocação de ativos é uma estratégia de investimentos que busca melhorar a relação entre risco e retorno (rentabilidade), através da distribuição dos ativos. Em outras palavras, o investidor decide o quanto investir em cada ativo, de modo a diversificar e considerando a sua tolerância ao risco, suas metas e horizonte de tempo.

O principal órgão executivo do sistema financeiro nacional. Foi criado em 1964, incorporando uma série de atividades até então exercidas pelo Banco do Brasil. O Bacen é o órgão responsável pela gestão do sistema financeiro, funcionando como o banqueiro do Governo. Dentre as suas principais funções estão: Compra e venda de títulos federais (sobretudo através de operações no open market), tanto com o objetivo de financiamento do Tesouro Nacional quanto de execução da política monetária. Recebimento de depósitos compulsórios e voluntários do sistema bancário, assim como realização de operações de redesconto e outros tipos de empréstimos às instituições financeiras. Autoriza o funcionamento, fiscaliza e aplica as penalidades previstas às instituições financeiras, de acordo com as normas determinadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). É o depositário das reservas internacionais do país e o corresponsável (juntamente com o Tesouro Nacional) pela política de captações externas brasileiras. É responsável pela emissão de papel moeda e moeda metálica.

O benchmark é um índice de excelência utilizado como representante do mercado para avaliar o desempenho dos rendimentos (é um índice para comparação). Esse benchmark deve ter alguma relação com o segmento de investimento e pode ser composto por outros diferentes índices. Este termo vem do inglês e define o processo usado para avaliar o desempenho de um ativo financeiro em relação ao desempenho de outros ativos financeiros identificados como sendo os de melhor desempenho no setor (ou categoria de investimento). Muito usado na análise do desempenho de fundos de investimentos, onde o retorno da carteira do fundo é comparado com o retorno do benchmark, ou índice de referência. No caso dos fundos de ações, por exemplo, o benchmark em geral é o Ibovespa, enquanto nos fundos DI e de renda fixa o índice de referência mais usado é o CDI. Também é usado para definir o processo de melhoria da gestão de uma empresa através da implementação de melhores práticas e da adaptação de processos com base na experiência própria ou na observação da atividade de empresas ou organizações concorrentes. O objetivo do benchmarking é o de efetuar uma análise comparativa dos procedimentos adotados pela empresa com aqueles adotados pelos seus concorrentes, na tentativa de melhorar o desempenho da empresa.

Reúne a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), onde são negociadas as ações (mercado de capitais) e a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), que negocia, entre outros itens, as commodities agropecuárias. Visite: http://www.bmfbovespa.com.br/

Lugar onde se negociam títulos e valores mobiliários (sobretudo ações, opções, direitos e debêntures). A BM&FBOVESPA é a principal instituição brasileira de intermediação para operações do mercado de capitais e a única bolsa de valores, mercadorias e futuros em operação no Brasil. É uma companhia de capital brasileiro, formada em 2008, a partir da integração das operações da Bolsa de Valores de São Paulo e da Bolsa de Mercadorias & Futuros. Para mais informações sobre a BM&FBOVESPA, acesse: http://www.bmfbovespa.com.br/

O CDI – Certificados de Depósito Interbancário são os títulos de emissão das instituições financeiras, utilizados nas operações do mercado interbancário, com prazo de um dia útil. Como os investimentos considerados mais seguros e simples do mercado são baseados nesta taxa, ela acabou sendo chamada de taxa livre de risco. O deposito interbancário é uma modalidade de investimento que os bancos usam para aplicar os seus recursos excedentes ou para captar dinheiro de outros bancos com o objetivo de melhorar sua posição de liquidez. O CDI é usado como benchmark para se comparar a rentabilidade de fundos de investimento que aplicam primordialmente em títulos de renda fixa, como os fundos DI e todas as subcategorias de fundos de renda fixa.

São parcelas iguais que dividem o valor do patrimônio líquido do Fundo de Investimento. O valor aplicado em um fundo de investimento é dividido por uma determinada quantidade de cotas que determina o valor da cota do fundo. As cotas do fundo de investimento equivalem à cotação da ação de uma Empresa em particular. O Valor de Mercado de um Fundo é calculado como o Valor de Mercado de uma Empresa, ou seja, multiplicando-se o número total de cotas por valor da cota na data em questão.

Postura de um Banco Central mais favorável à redução dos juros ou à manutenção de taxas baixas.

É o banco central norte-americano, responsável pela formulação e execução de política monetária. Além disso, o FED age como regulador e supervisor do sistema bancário, serve como "banco" do Governo e o assessor em operações financeiras. A taxa de juros do EUA é definida pelo FOMC (Federal Open Market Commitee) o principal órgão do FED.

O gestor de uma carteira de investimento é o responsável pela alocação dos recursos, devendo ser capaz de decidir onde aplicá-los, de forma a trazer a maior rentabilidade possível, correndo o menor risco possível.

Postura de um Banco Central mais favorável ao aumento de juros.

É o principal índice da bolsa paulista, que exprime a variação média diária das negociações da Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa foi implementado em 1968 e é formado atualmente por uma carteira teórica de 63 ações, que são escolhidas pela participação das ações no mercado e pela liquidez. A participação de cada ação na carteira tem relação direta com a representatividade desse título no mercado à vista - em termos de número de negócios e volume financeiro -, sem levar em consideração seu valor de mercado. Com isso, os setores que têm empresas como ações mais líquidas (como telecomunicações) possuem maior participação no índice.

Índice que mede o retorno de uma carteira hipotética composta por 100 das ações mais negociadas em termos de número de negócios e volume financeiro do Bovespa. A carteira teórica do índice tem vigência de quatro meses, valendo para os períodos de janeiro a abril, maio a agosto e setembro a dezembro. A ponderação é realizada de acordo com o valor de mercado das empresas, excluindo a parcela que está em mãos dos controladores. Desta forma, este índice se diferencia do Ibovespa, pois reflete critérios de capitalização de mercado e free float, enquanto o Ibovespa se baseia somente em critérios de liquidez. Para conhecer a composição do IBrX, clique aqui.

O Índice de Mercado ANBIMA (IMAB) é um índice baseado em uma carteira teórica composta por todos os títulos públicos negociados pelo Tesouro Nacional. O IMA-B é composto apenas por Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-Bs) que são títulos públicos que remuneram o investidor em uma taxa de juros pré-fixada + a variação do IPCA no período. Este índice está dividido em IMA-B 5+, que é o índice que considera somente NTN-Bs com vencimentos a partir de 5 anos, e IMA-B 5, que é o índice que considera somente NTN-Bs com vencimentos em até 5 anos.

Inflação é um conceito que designa o aumento continuado e generalizado dos preços dos bens e serviços. Pode ser medida por diversos índices que calculam a média do crescimento dos preços de um conjunto de bens e serviços em um determinado período. O índice oficial para medir a inflação do Brasil é o IPCA.

Divulgado aproximadamente no 8° dia útil do mês, o IPCA é utilizado pelo Banco Central do Brasil para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas de inflação. É um índice mensal, divulgado pelo IBGE, que acompanha a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços. O público alvo do índice é a população com faixa de renda entre 1 e 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte dessa renda, nas principais regiões metropolitanas do país. A pesquisa de preços é feita entre o primeiro e último dia de cada mês.

Índice composto por títulos pré-fixados como Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-Fs) que são títulos públicos que remuneram o investidor com uma taxa de juros pré-definida no momento da compra do título. Este índice considera somente títulos pré-fixados com vencimento de até 1 ano.

No mercado financeiro o termo é usado para determinar a capacidade que um título tem de ser convertido em moeda. A liquidez absoluta só é conferida ao papel-moeda, de forma que todos os outros títulos têm liquidez inferior, que varia conforme o tipo de investimento, prazo e a conjuntura econômica. Na análise das demonstrações financeiras de uma empresa é usado para definir a capacidade que esta empresa tem de gerar recursos que podem ser rapidamente transformados em papel moeda. Assim, a liquidez de uma empresa é função da sua disponibilidade de caixa, e dos títulos negociáveis e ativos circulantes que possui.

Você já foi à feira e descobriu que os preços dos produtos mudam ao longo da manhã? Ou já percebeu que os preços dos itens no mercado variam conforme o momento que o país está? Por exemplo, se vivemos uma fase de estiagem, seca, a tendência é de nos depararmos com preços de alguns produtos mais elevados no mercado. Por outro lado, se vivemos um momento em que a produção de algum item foi muito alta, verificamos uma queda nos preços. Sabendo desses cenários e conhecendo nossa situação econômica, quando vamos ao mercado, estamos cientes do quanto podemos e do quanto estamos dispostos a pagar por cada item que precisamos. Os preços dos ativos de investimento sofrem o mesmo impacto que os preços dos produtos do mercado, conforme nosso exemplo. A marcação a mercado é uma metodologia de precificação, onde se verifica, diariamente, o valor que receberíamos pelos ativos, caso decidíssemos vendê-los. Há momentos em que se conseguiria vender por preços mais elevados e outros em que estes preços estariam abaixo. Para essas mudanças constantes de preços, damos o nome de Volatilidade. Quanto mais e maiores variações há no preço de um ativo, mais volátil ele se mostra e, portanto, maior risco ele oferece. Quanto mais constante o preço de um ativo, menos volátil ele se mostra e, portanto, mais livre de risco.

A marcação na curva é a metodologia em que os preços dos ativos são fixados pelo valor de compra mais a variação da taxa desde a emissão do papel até a data em que se está precificando. Porém, caso o ativo seja vendido antes da data de vencimento, todo o impacto provocado pelo mercado (positivo ou negativo) ocorrerá no dia desta venda. Independente da metodologia utilizada para precificação dos ativos, na data de vencimento, o preço de cada ativo será o mesmo e, consequentemente, a sua rentabilidade.

O PIB – Produto Interno Bruto é o principal medidor do crescimento econômico de uma região, seja ela uma cidade, um estado, um país ou mesmo um grupo de nações. Sua medida é feita a partir da soma do valor de todos os serviços e bens produzidos na região escolhida em um período determinado. A fórmula para o cálculo é a seguinte: PIB = Consumo Privado + Investimentos totais feitos na região + Gastos do Governo + Exportações - Importações São medidas a produção na indústria, na agropecuária, no setor de serviços, o consumo das famílias, o gasto do governo, o investimento das empresas e a balança comercial. No Brasil, o PIB é calculado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, instituição federal subordinada ao Ministério do Planejamento.

Política de relaxamento monetário adotada pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Consiste em recompra de títulos para injetar liquidez no mercado e em manutenção de taxas de juros em patamares historicamente muito baixos.

Classificação atribuída à qualidade de crédito do emissor. Há basicamente três agências internacionais de classificação de risco mais importantes, a saber: Fitch, Moody´s e Standard & Poor´s, que atribuem notas aos títulos emitidos por uma empresa ou um governo com o intuito de medir a probabilidade de inadimplência - essa nota é o rating.

A recessão é um período em que ocorre um grande declínio na taxa de crescimento econômico de uma determinada região ou país. Resulta na diminuição da produção e do trabalho, dos salários e dos benefícios das empresas. Do ponto de vista dos empresários, recessão significa restringir as importações, produzir menos e aumentar a capacidade ociosa. Para o consumidor, significa restrição de crédito, juros altos e desestímulo para compras. Para o trabalhador, baixos salários e desemprego. Tecnicamente, para que a economia de um país entre em recessão, são necessários dois trimestres consecutivos de queda no PIB. Se o PIB crescer pouco, pode-se falar até de estagnação econômica, mas não de recessão. Embora caracterizada por uma redução expressiva das atividades comerciais e industriais, a recessão é considerada como uma fase normal do ciclo econômico, sendo bem menos severa que a depressão.

Termo usado de forma genérica para denominar todos os títulos que, como o nome sugere, são títulos que pagam, em períodos definidos, uma certa remuneração. O investidor sabe, no momento da aplicação, as características da remuneração. Podem ser divididos em duas modalidades: Pré-fixada: o investidor já conhece, na data de aplicação, o valor que receberá na “data de vencimento”; Pós-fixada: o investidor não sabe o valor que receberá, mas conhece o índice que remunerará sua aplicação; por exemplo: IPCA + 6% a.a. Quando você compra um título de renda fixa está emprestando dinheiro ao emissor do título (que pode ser o seu banco, uma empresa ou o governo). Portanto, os juros do título são a remuneração que você recebe por emprestar seu dinheiro. Dentre os exemplos de títulos de renda fixa podemos citar: a caderneta de poupança, os certificados de depósito bancário (CDB), títulos do tesouro, letras do tesouro e títulos de crédito.

Termo usado de forma genérica para denominar todos os títulos cuja remuneração não é discriminada anteriormente, como acontece com os títulos de renda fixa. Sendo assim, a rentabilidade destas aplicações depende das condições de mercado. Dentre os exemplos de títulos desta natureza temos as ações, commodities e os fundos de investimento que aplicam recursos neste tipo de títulos, como os fundos de ações, fundos multimercados com renda variável, fundos setoriais etc.

Termo usado para expressar a valorização (ou desvalorização) de um determinado investimento em termos percentuais. Alguns analistas usam o termo retorno ao invés de rentabilidade. Desta forma, um indivíduo que tenha feito um investimento de R$ 10 e que, após um mês, o mesmo valha R$ 11, registrou uma rentabilidade de 10%. A fórmula de cálculo da rentabilidade é a seguinte: Rentabilidade = ((Preço fim/Preço início)-1)*100, onde Preço fim: é o preço do ativo financeiro no final do período de cálculo da rentabilidade; o preço início é o preço do ativo financeiro no momento da aplicação.

O risco de cada ativo é determinado pelas garantias e pela saúde financeira de cada companhia e é acompanhado pelas agências de classificação de risco. Está relacionado à incerteza do retorno, ou seja, às garantias que determinado rendimento será realmente obtido.

Taxa referencial de juros da economia brasileira, determinada pelo COPOM (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que é considerada pelo mercado como o principal indicador de política monetária do governo.

Remuneração que o tomador de um empréstimo deve pagar ao proprietário do capital emprestado. Pode ser definida, portanto, como a remuneração do capital. Uma taxa de juro, quando eficiente, deve remunerar: O risco envolvido no investimento. De investimentos mais arriscados deve-se exigir taxas de juros proporcionalmente maiores. As expectativas inflacionárias, que representam a perda do poder aquisitivo; Compensação pela não aplicação do dinheiro em outro investimento. Os diversos custos administrativos envolvidos na operação.

Os títulos pós-fixados funcionam de forma diferente. Quando você investe em um pós- fixado você saberá o quanto irá receber somente no final da aplicação. Isso ocorre porque o rendimento é determinado pela variação de um certo índice mais uma taxa de juros determinada no início. Vamos assumir, por exemplo, um título que rende a variação da inflação pelo IGP-M mais uma taxa de juros pré-determinada (digamos 6%). Se a inflação for 7%, a taxa bruta (excluindo impostos) será de 13%, porém se a inflação for de 9%, a taxa bruta será 15%.

São aqueles cuja remuneração é determinada no momento da aplicação. Assim quando o gerente do seu banco lhe oferece um CDB pré-fixado de 30 dias rendendo 18%, isto significa que você já sabe o quanto receberá dentro de um ano - o valor investido mais juros pelo período (30 dias) em que o dinheiro foi investido. A mais conhecida forma de investimento pré-fixada no Brasil é a caderneta de poupança.

São títulos emitidos por instituições privadas – bancos e empresas. De maneira geral, as aplicações em renda fixa podem ser organizadas de acordo com seus emissores. Existem basicamente três emissores de títulos de renda fixa, que são: o Governo (LTNs, NTNs, etc.); os bancos (CDBs, RDBs, letras hipotecárias, letras cambiais); as empresas (debêntures, commercial papers).

Assim como as empresas e os bancos, os governos federal, estadual e municipal precisam de dinheiro para financiar suas obras e cobrir suas despesas. Os títulos emitidos pelos governos são chamados de títulos de dívida pública e podem ser pré ou pós-fixados. No caso do Governo Federal, os títulos também podem ser emitidos com intuito de sinalizar política monetária, como aconteceu nos últimos meses com o Governo, emitindo títulos cambiais para controlar a alta do dólar.

Indica a oscilação, para cima ou para baixo, na cotação de um determinado título durante um período específico.

Indica o grau médio de variação da cotação de um título ou determinado mercado de subir ou cair intensamente em um curto período de tempo. A relação da volatilidade de uma ação em relação à volatilidade do mercado acionário como um todo pode ser medida através do seu coeficiente beta. Quando se afirma que uma aplicação é extremamente volátil, entende-se que esta aplicação está sujeita a fortes oscilações, o que pode ser decorrência das perspectivas para a companhia, falta de liquidez (bastante comum entre algumas ações no Brasil), ou outras razões.

Fonte principal: www.infomoney.com.br